quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Insinuação de canja aguada que enjoa...

Recusando-se a pensar sobre, ganhando um tempo que não é o de direito, evitando cada curva no caminho, daí o termo ignorante. A hipócrita responsabilidade sobre a poeira que se levanta, a agressividade sem causa nobre, a confusão não-matemática que roda fora de órbita. Talvez no meu olhar se leia: 'Não tenho nada a ver com isso'. Mas alguma coisa em mim é covardia, sangue que estanca, coagula diante de algum monstro. Vai escorrer até o oceano algum dia, e lá, perderá toda a sua propriedade. Alguém roubou o vermelho, e deixou o apático.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Consicência de buraco-negro, ou do que arde por um segundo...

Aquele acorde soara alto demais por muito tempo. Os ouvidos estão imprestáveis. Obsessivas compulsivas: vamos nos livras das impurezas? A saturação sempre vem do excesso, é fácil saber. Excesso de quê, de quê? Se eu estou toda eu incompleta, o protótipo da mulher insatisfeita, uma sede que ora é de água, ora é de ar, ora de sangue, ora é sede de sentir sede... Porque eu sempre tive a sensação de que o roteiro perfeito está logo ali, bem perto dos meus olhos. E então eu penso que não acredito na perfeição que funcione, que flua, que escorra o bastante. Sempre fui dualista, e temo que meu espírito seja um pobre objeto quebrado em dois. Aqueles trincos, aqueles risquinhos miseráveis que ficam em torno do corte, em torno da ruptura, não são nada comparado a esse simplista objeto dividido. Então eu posso pensar com gosto: sempre estive com meus pés fincados no amor, ou, o ódio cortou cada parte, toda parte, sem maiores questionamentos. Daí se pensa: em que mundo isso é algo que eu vivi? Porque muitas, centenas de vezes eu estive sentadinha na cadeira, batendo os dedos na mesa, queixo apoiado na mão, braço apoiado no cotovelo, dizendo baixinho: vamos milagre, aconteça. E agora eu posso dizer porque descobri: esse milagre não é o amor, porque eu tenho amor. Eu tenho amor. E tenho muito, não pouco. E tenho histórias. E não vivi nada e tenho histórias pra encher um livro inteiro. Por quê? Porque eu sou doente. E as pessoas doentes perdem tempo consigo mesmas, bem mais do que deveriam. Ora então, que milagrinho é esse? Que acerto no compasso é esse que essa menina quer dar? Por que ela bate o pé impaciente, diante do espelho? Milagrinho dos encontros. Não, não, eu li numa revista científica sobre um protón horrivelmente pequenininho que se disparado na terra levaria não sei quantos anos pra se chocar contra algo... O cara disse: "Por incrível que pareça: o espaço é vazio em sua maior parte." Esse protonzinho disparado enjoaria e vomitaria a sua corrida, esperando que algo que o fizesse parar. Então, eu quero algo com poder. Sou gananciosa mesmo: Que me pare quando eu estiver numa velocidade absurda, e que me movimente quando eu estiver vegetando. E a linha entre o amor e o ódio quando é grossa demais é simplesmente um porre. Vamos controlar, vamos ser suaves, vamos mentir com todo o coração, vamos nos tornar divina de uma maneira prostituída, amor, amor, isso é consciência, mas somente a de agora.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

E se a lâmpada fosse mágica?

Tentei fazer uma lista, daquelas cheias de coisas que nos tocam de uma maneira especial, um livro que te signifique muito, um cd seja mais que música, ou mesmo prazeres de Amélie Poulain, tipo arrumar as coisas da bolsa, jogar com toda a força uma garrafa de bebida no chão, enfiar a mão dentro de um saco de feijão... Um presente de amiga sensível, pra causar sensações: uma maçã verde, um sabonete, um pote de chocolate avelã, uma toalha felpuda... E assim vai. Sensações bonitas, é verdade, ainda que superficiais... sensações do tato, do olfato, do ouvido... Uma lista com agrados ao corpo (dormir nua também vale). E aí uma lista de coisas pra se fazer antes de morrer (tipo filme americano mesmo): entrar no mar de madrugada, fazer uma viagem fora de hora, pintar o cabelo de vermelho, assinar outro nome num documento, ter uma tela enorme pra fazer alguma pintura sem sentido, fazer um baú pra guardar seu livro favorito, ganhar camiseta usada do cara que a gente ama. Tá, tá, tá! E algo grandioso? Não?! Tipo o quê? Tipo se formar? Tipo ser a pessoa mais brilhante na tua área? Tipo cancelar casamento em cima da hora? O negócio é isso aí mesmo...
Agora que o problema com o cotidiano se foi, agora que ele não é mais um problema... Agora que você tem a maior paciência do mundo pra esperar a roda girar, girar, girar.... Agora que você se deu por vencida... que tuas crises não te afetam mais.... agora que acabou o drama... agora que você não é mais a coitada em crise... por que diabos não é capaz de fazer uma lista de desejos? Porque tu tem medo da razão? Por que tem medo da falta de criatividade? Lista de presente de aniversário: uma caixa vermelha, com um laço dourado, quadrada, e vazia.

domingo, 7 de setembro de 2008

Pocket book substituto...

Torna-se complexo ou talvez apenas dificultoso que tenhamos o controle do nosso próprio discurso quando esse transita liberto entre os mais diversos campos da nossa identidade. Ou talvez sejamos ingênuos o bastante para não perceber a ligação entre nossos motivos mais profundos. Mas se não conseguimos encontrar o Um dentro de nós mesmos, como poderemos enxergar os elos entre as extensões? Eu continuo desistindo dia após dia, com todo meu coração eu desisto incessantemente. Mas eu, de que modo honesto, poderia comentar acerca das minhas próprias intenções? Sinto-me mais como o que é infantil, como o que é fraco, ingênuo, como aquele que cede ao prazer da possessividade, aquele que necessita das coisas com desespero grande. As minhas perguntas não carregam mais o entusiasmo, porém quanta carência elas acumularam. Eu sou a menina que espera uma frase escrita, que procura um pocket book, que é incapaz de se desgarrar do travesseiro enquanto dorme. Existem coisas que nasceram para o silêncio, sentenciadas ao escuro, ao individual, ao íntimo e solitário. Coisas que eu penso numa noite de domingo e que me tornam neurótica.

Apenas algumas cartas na mesa...

A casa havia sido limpa, e continuava feia. Alguém havia organizado tudo de um jeito que era a organização de todas as casas do mundo. Coloridas, enfileiradas, grandes e pequenas, todas com a mesma decoração interna. E eu tive vontade de pintar uma cor patética da metade do teto até a metade da parede. Não era pra ver se a casa ficava diferente das outras. Era porque li o seguinte num texto: "Quando estava com muito medo de alguma coisa, fazia uma loucura, algo sem sentido, e o medo ia embora". Com todos esses dados, não faz o menor sentido que esteja tudo organizado desse jeito. Onde tenho que chutar pra que alguma coisa quebre? Preciso da Durga, essa organização não é fértil, não me leva a lugar algum. Um problema tem que estar sempre girando. Eu adoro ficar tonta. Reflexão do dia: Havia uma diferença enorme entre a brincadeira e a realidade. O que não tinha muita diferença era o que ela sentia a respeito da brincadeira e o que sentia a respeito da realidade.
E mesmo depois de tudo organizado você não entendeu?

Não me pergunte quem...

Não, ele não entendia o que se pensava ao seu respeito, até porque não se pensava nada de contorno firme, de conteúdo denso. E ela não sabia o que pensar exatamente. Porque as coisas estavam estranhamente no mundo sem uma razão de ser, sem uma utilidade prática. Não, ele não prometia nada, porque na verdade esse mundo não era o de promessas. Nem ela prometia. Ambos tinham aquele ar indagador, como quando se vê um campo grande numa área livre, e se pensa por que existe aquela consistência toda na terra, e principalmente, se tem uma sensação forte de inércia, confirmando que o mundo gira tanto quanto se bate pestanas. Então há um acordo sobre como passar o tempo. E então o resto é secundário. E então esquecemos, ou fingimos esquecer o acordo, e é aí que o secundário se torna mais importante. E parece hipocrisia esse esquecimento. Mas ele abre espaços na própria mente como quem abre uma plantação com uma faca. De repente, surpreende. É assim que de repente, ele abre uma janela e tira o ar opressivo da sala. Mas essas promessas não são para este mundo. Antes, ele faz parte de um sonho quente, do qual se acorda suada. Coisas que não dizemos por acharmos que se tratam de mentiras. Brincadeiras de crianças cobertas de maldade. E nunca se preocupar com a leviandade. Saber em qual exato momento se tornar um animal de olhar ignorante e agressivo. E romper os aços desse ambiente com um choro absurdo, igualmente confuso, e igualmente desprovido de razão, ainda que cheio de si. Não, essa menina não sabia o que sentir. Às vezes, se notava calculando os atos, e se percebia tola demais, vazia demais, absurda demais, deserta do pé à cabeça. Muita coisa se atravessa no caminho sem um aviso prévio.

Do motivo do diário e do romantismo perverso...

Diários são para serem eternamente começados. Quando o período está confuso, solitário, ou simplesmente entediante. E se é entediante, o que colocar no papel? Centenas de reclamações repetidas. Se está confuso, fica melhor. A confusão é sempre mais agradável, mais viva, mais vibrante. A confusão alimenta. E a solidão obriga, nos força a qualquer coisa que é uma resistência, uma sobrevivência. E como começar os meus contos? Supondo que não me conheça, supondo que precise de todos os detalhes dessa história, mas para quê mesmo? Quero chegar a alguma conclusão? Ou simplesmente satisfazer alguns desejos secundários? Não se sabe. Talvez apenas se arrisque, a colocar tudo aqui. Um tiro no escuro, esperando que o alvo esteja exatamente na minha mira.
Então eu devo começar assim: há muita coisa não atraente no mundo. Há algumas poucas que nos chamam a atenção de verdade. Há algumas poucas que nos fazem querer um movimento. Há algumas raras coisas, e há algumas raras cenas que nos arrancam algum líquido. E qual é mesmo o ponto em que decidimos trocar o medíocre pelo complicado? Em qual momento descobrimos, ou simplesmente aceitamos que o que temos vale pouco? E paralelo a essa pergunta, está outra: quando é que adquirimos a forma de algo? Quando é que a característica ganha tanta força que passa a nos representar? A respostas dessas perguntas mostrariam a inutilidade desses questionamentos, porque eles são por assim dizer, puramente egoicos. No entanto, eles exercem algum poder sobre o andamento das coisas.
Não aceitar nada além do extraordinário. Dançar Frank Sinatra. Tornar-se uma caricatura daquilo que se sente. Tornar-se acima de tudo, uma caricatura. Uma expressão. Viver pelo menos uma aventura digna de ser contada. Como diria um personagem do Bergman, assumir que não quero ter filhos, provavelmente morrer arrependida.
Aprendi que o romantismo não é coisa desse século. Não o simples romantismo. O ano é o do romantismo complexo, é o do romantismo sangrento, latente, o ano é o do romantismo sexual, de tudo que combine mais com o ceticismo implacável sem o choro nojento dos esperançosos, algo mais cruel, e por isso mesmo, de um prazer mais real. E essa é uma de suas faces.

Planos confusos ou frágeis...

Dia cinza, um frio molhado, a inquieta espera pelos dias de folga, a inquieta espera pelo que não se conhece. Dia opressivo, com melancolia de Roberto Carlos, com intuições trágicas e um desejo de quarto, de banho, de silêncio, de calor, de solidão. Coisas mal resolvidas sempre voltam e param absurdamente silenciosas ao nosso lado, mas o que há para ser resolvido nelas? Preciso de um bom sono fora de horário, seguido de tempo pra não fazer nada, depois eu sento e resolvo a minha vida, sem me esquecer, é claro, da xícara de café.
A vida inteira parece um acessório. E de repente tudo pareceu uma onda que volta com a mesma rapidez que veio. E principalmente, algo que acontece com estupidez. Tudo pareceu estar relevado ao segundo plano, sem que eu tenha a noção do que é o primeiro plano. As idéias são claras, mas pequenas. As sensações é que são como uma madrugada úmida e nebulosa de céu vermelho amarronzado. Tudo parece em ordem, no entanto, enfileirado do lado de fora de casa.
Não sei até que ponto pensar ajuda. Parece-me que as coisas têm um mecanismo que funciona se executado de uma determinada forma, e um determinado tempo. Há um roteiro para que nada saia do seu lugar, e deve haver um que leve tudo ao lugar certo. A palavra destino sempre pareceu se referir ao passado, com seu ar irreversível, com seu ar exaurido de possibilidades. Então não é a hora de se pensar em profissões, por exemplo. Coisa que participa mais do cotidiano que nós mesmos. “Não pense que se livrará disso facilmente mais tarde”, foi a única coisa honesta que ele me disse em meses. Eu já sabia disso. Mas já não sabia se acreditava ou não que seria fácil me livrar de todas essas insignificâncias mais tarde. É estranho como temos as mais discretas maneiras de acabarmos com nossa vida, e soa estranho que o contato com o mundo nos arranque tão inofensivamente as forças.

À espera de um foco...

Seria preciso manter o peito em aceleração constante, para que os olhos não pesassem, e caíssem de repente. Ganhar um aspecto branco, alto, um gosto agridoce na boca dos outros. Acompanhar uma música de melodia mais confusa. Esquecer pedaços das próprias pernas pelo caminho.
Embora eu considere a imprevisibilidade fator inexistente no mundo, embora eu não espere a ausência de lógica nos acontecimentos, a vida não deveria caber nas linhas de um diário adolescente, e se ela por acaso esbarra em muros, não deveria caber no fichário de algum psicólogo bem informado.
Muitas vezes, estar presa a esses nós é uma brincadeira sádica. Não confiar faz parte de um sistema de igual fé, com uma cremosidade escura e densa que nos enche de contorno. Esperamos porém página por página, tentando encontrar o lugar onde o capítulo se enterra, onde ele crava as unhas, e encontramos centenas de subtítulos vazios. Seria preciso que o sol se escondesse por cem anos, ou que eu me enfiasse embaixo da cama, com uma garrafa de vinho, torpe, sem sentido, com o rubro a escorrer pelo rosto, enquanto tudo lá fora é uma feira de artesanato. As coisas também precisam desesperadamente da falta de lógica. Um reverso, até que se ajuste um foco vivo.

Brincando de Deus e Musa...

Abrir todas as portas da casa, deixar que o vento corra em todo o canto dela. Luz, luz demasiado forte, ofuscando a imagem, ardendo o olhar. E um centro, todo ele puro, sem excessos a atrapalhar. Ter a consicência de cada tranca que a casa carrega, e principalmente, abrir alguma de modo repentino. Deixar que se beba direto da fonte, sem jogos e sem excessos, além daquele que escorre da boca enquanto bebemos. Assumir principalmente que nenhum consegui a tua atenção desse jeito, assumir principalmente que não é só a carência que a conduz até ele. Assumir que ele tem todos os méritos, um banquete de características bem dosadas: é o Mersault com a calma, com a honestidade e a indiferença, a Lispector com a sensibilidade, a intensidade, e o existencialismo dramático. Eu me perco nas descrições dele. Chega um momento, que me pergunto se não é a mim que descrevo. Nesse nosso jogo, também invertemos papéis seguidamente. Ele nunca surta como eu, mas imagino alguma confusão nele também. Rolamos ambos na cama, porque se insinua entre nós um contato poderoso. E todo contato não é? Insinua-se entre nós um aproveitamento mais completo do Outro, e um sentir-se amado mais honesto. Temos a consciência, ele diz. E eu concordo, que essa é nossa arma em comum. Então ele sente que só eu posso olhar pra ele e vê-lo com um real sentido. E eu sinto o mesmo. As calmas cenas que ele me apresenta, me parecem muito com a paz de quem já conhece o mundo. Aproveitamos a presença, principalmente porque já conhecemos o outro. São as horas onde o mundo não gira. É a hora em que o toque dele é mais amável do que o de qualquer homem, porque a minha pele ele conhece bem. E então pensamos, parece que de modo inconsciente quase, que não se anda tonto de sede o tempo inteiro, mas que descansar perto dessa fonte, nos enche de uma umidade boa. Então explodimos a qualquer momento. Porque ambos temos material pra isso. Penso que não lhe atrai a minha natureza mais bruta de mulher, e então eu lembro que ele é um homem. Então eu lembro que ele tem a filosofia nas mãos. E que quem carrega o útero sou eu. Não, não é fácil pensar que toda mulher poderia encantá-lo. Porque tal homem, com o pensamento de tal modo minucioso, saberia desfrutar de cada uma, alguma qualidade especial. No entanto, sou eu quem pode invadí-lo inteiro. Sou eu quem carrega as horas de musa do jogo dele. E de uma maneira gritante, sou eu quem pode entender toda a lógica de sua existência. Ora, por vezes eu o crítico enfaticamente mas com segundas intenções. Tentanto apenas miná-lo, desafiá-lo, jogando nele toda a minha falta de fé, e rezando escondida para que ele me vença nesse jogo. De um modo estranho, ele assumiu primeiro. Pensei em minha falta de passionalidade, e então entendi que meu drama era pior que o dele. Pensei, talvez teimosamente, que o caos não o tinha atingido. O seu envolvimento era organizado. Enquanto o meu, uma montanha russa, cheia de ir e vir, de um sentir e um não-sentir que é febril. Pensei tranquila, a passionalidade está em mim ainda. Apesar de ser fraca muitas vezes quando ele aparece. Tornar-se racional demais com um homem desses é um pecado. Há nele uma sabedoria quente e rara, coisa muito humana, seriamente evoluída, capaz de me deixar tonta, confusa, medrosa, e atraída. Confundo-me sempre na nossa história de musa e deus-encenado. Invertemos papéis constantemente? Ora, ambos saberíamos aproveitar as situações opostas que o amor nos coloca. Ele guarda essa palavra. Evita usar "amor". Sei que é porque tem fé de um dia poder usá-la adequadamente. Eu, com todo meu jeito pessimista, acho que o que passar daqui é utopia. Já me parece demasiada a sorte que teremos se disso tudo sair uma daquelas noites inesquecíveis. A dúvida sobre a minha condição de musa nos afasta. Lança-me para um lugar comum na vida dele, no qual eu estaciono e segurando as lágrimas pela história perdida, me torno amarga, fria, rezando mais uma vez para que ele me tire dali e me coloque no lugar especial de antes. Exijo demais de ambos. Mas de certo modo é por esse mesmo motivo que às vezes ele pode me chamar de musa. Em especial quando ele está longe, quero desorganizar toda essa cena em crise, e assumir pra ele que eu desejo muito que ele me tome, e lembrá-lo, pois temo que esqueça, que o papel de musa é meu, e de nenhuma outra.