Dia cinza, um frio molhado, a inquieta espera pelos dias de folga, a inquieta espera pelo que não se conhece. Dia opressivo, com melancolia de Roberto Carlos, com intuições trágicas e um desejo de quarto, de banho, de silêncio, de calor, de solidão. Coisas mal resolvidas sempre voltam e param absurdamente silenciosas ao nosso lado, mas o que há para ser resolvido nelas? Preciso de um bom sono fora de horário, seguido de tempo pra não fazer nada, depois eu sento e resolvo a minha vida, sem me esquecer, é claro, da xícara de café.
A vida inteira parece um acessório. E de repente tudo pareceu uma onda que volta com a mesma rapidez que veio. E principalmente, algo que acontece com estupidez. Tudo pareceu estar relevado ao segundo plano, sem que eu tenha a noção do que é o primeiro plano. As idéias são claras, mas pequenas. As sensações é que são como uma madrugada úmida e nebulosa de céu vermelho amarronzado. Tudo parece em ordem, no entanto, enfileirado do lado de fora de casa.
Não sei até que ponto pensar ajuda. Parece-me que as coisas têm um mecanismo que funciona se executado de uma determinada forma, e um determinado tempo. Há um roteiro para que nada saia do seu lugar, e deve haver um que leve tudo ao lugar certo. A palavra destino sempre pareceu se referir ao passado, com seu ar irreversível, com seu ar exaurido de possibilidades. Então não é a hora de se pensar em profissões, por exemplo. Coisa que participa mais do cotidiano que nós mesmos. “Não pense que se livrará disso facilmente mais tarde”, foi a única coisa honesta que ele me disse em meses. Eu já sabia disso. Mas já não sabia se acreditava ou não que seria fácil me livrar de todas essas insignificâncias mais tarde. É estranho como temos as mais discretas maneiras de acabarmos com nossa vida, e soa estranho que o contato com o mundo nos arranque tão inofensivamente as forças.
A vida inteira parece um acessório. E de repente tudo pareceu uma onda que volta com a mesma rapidez que veio. E principalmente, algo que acontece com estupidez. Tudo pareceu estar relevado ao segundo plano, sem que eu tenha a noção do que é o primeiro plano. As idéias são claras, mas pequenas. As sensações é que são como uma madrugada úmida e nebulosa de céu vermelho amarronzado. Tudo parece em ordem, no entanto, enfileirado do lado de fora de casa.
Não sei até que ponto pensar ajuda. Parece-me que as coisas têm um mecanismo que funciona se executado de uma determinada forma, e um determinado tempo. Há um roteiro para que nada saia do seu lugar, e deve haver um que leve tudo ao lugar certo. A palavra destino sempre pareceu se referir ao passado, com seu ar irreversível, com seu ar exaurido de possibilidades. Então não é a hora de se pensar em profissões, por exemplo. Coisa que participa mais do cotidiano que nós mesmos. “Não pense que se livrará disso facilmente mais tarde”, foi a única coisa honesta que ele me disse em meses. Eu já sabia disso. Mas já não sabia se acreditava ou não que seria fácil me livrar de todas essas insignificâncias mais tarde. É estranho como temos as mais discretas maneiras de acabarmos com nossa vida, e soa estranho que o contato com o mundo nos arranque tão inofensivamente as forças.
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