Torna-se complexo ou talvez apenas dificultoso que tenhamos o controle do nosso próprio discurso quando esse transita liberto entre os mais diversos campos da nossa identidade. Ou talvez sejamos ingênuos o bastante para não perceber a ligação entre nossos motivos mais profundos. Mas se não conseguimos encontrar o Um dentro de nós mesmos, como poderemos enxergar os elos entre as extensões? Eu continuo desistindo dia após dia, com todo meu coração eu desisto incessantemente. Mas eu, de que modo honesto, poderia comentar acerca das minhas próprias intenções? Sinto-me mais como o que é infantil, como o que é fraco, ingênuo, como aquele que cede ao prazer da possessividade, aquele que necessita das coisas com desespero grande. As minhas perguntas não carregam mais o entusiasmo, porém quanta carência elas acumularam. Eu sou a menina que espera uma frase escrita, que procura um pocket book, que é incapaz de se desgarrar do travesseiro enquanto dorme. Existem coisas que nasceram para o silêncio, sentenciadas ao escuro, ao individual, ao íntimo e solitário. Coisas que eu penso numa noite de domingo e que me tornam neurótica.
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